
Viradas históricas nas eleições de meio de mandato devem dar aos democratas o controle do Senado e da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos. (Foto: Instagram)
As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos impuseram derrotas importantes a Donald Trump e devem tirar dos republicanos o controle do Senado. Com viradas em Estados tradicionalmente conservadores, os democratas haviam garantido ao menos 54 das 100 cadeiras até as 5h de Brasília desta quarta-feira (04/11), segundo a apuração.
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Projeções apontaram que a vitória de Josh Turek em Iowa elevou a bancada democrata a 51 cadeiras, o suficiente para obter a maioria. O partido também deve assumir o controle da Câmara dos Representantes. A partir de janeiro, terá mais condições de aprovar projetos, contestar a agenda presidencial, barrar indicações ao Judiciário e abrir investigações sobre integrantes do governo Trump.
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Entre as disputas mais observadas estavam sete corridas ao Senado classificadas como indefinidas durante boa parte da campanha: Alasca, Maine, Texas, Michigan, Iowa, Kansas e Ohio. Projeções indicaram vitórias democratas de James Talarico no Texas, Sherrod Brown em Ohio, Adam Hamilton no Kansas, Josh Turek em Iowa e Troy Jackson no Maine. Também foram apontados triunfos democratas nas Carolinas, incluindo a vitória de Annie Andrews na Carolina do Sul, considerada uma das surpresas da noite. Alasca e Michigan ainda não tinham resultado definido, mas a maioria democrata não dependeria dessas apurações.
No Texas, o deputado estadual James Talarico encerrou décadas sem uma vitória democrata em eleições para o Senado no Estado, derrotando o republicano Ken Paxton. A disputa foi a mais cara da história para uma cadeira no Senado. Talarico, ex-professor e estudante de um seminário presbiteriano, enfrentou um adversário envolvido em um processo de impeachment em 2023, motivado por suspeitas de corrupção, suborno e abuso de poder. Paxton negou as acusações e foi absolvido pelo Senado estadual. A campanha também discutiu imigração, segurança pública, energia e direitos das pessoas trans.
Em Iowa, o ex-atleta paralímpico Josh Turek derrotou, segundo as projeções, a republicana Ashley Hinson, ex-apresentadora de telejornal. Aos 47 anos, ele nasceu com espinha bífida e representou os Estados Unidos no basquete em cadeira de rodas em quatro edições dos Jogos Paralímpicos, conquistando dois ouros. Tarifas, agricultura e a guerra com o Irã marcaram a campanha. No Kansas, Adam Hamilton venceu o senador Roger Marshall e pôs fim a 94 anos sem um democrata eleito para o Senado pelo Estado. A última vitória havia ocorrido em 1932.
Em Ohio, Sherrod Brown recuperou para os democratas a cadeira que perdeu em 2024, ao derrotar Jon Husted. O debate abordou as tarifas de Trump e seus efeitos sobre a indústria manufatureira e automobilística. No Maine, Troy Jackson foi projetado vencedor contra Susan Collins, senadora que ocupava a cadeira havia quase 30 anos. As viradas em Estados considerados seguros para os republicanos também foram vistas como sinais de insatisfação com as políticas do presidente, sobretudo na economia.








